sábado, 17 de maio de 2008

Que raio é esse de Design Ecológico?

Por Cristiana Fernandes


Devido a preocupação global com a sobrevivência no planeta, o designer (profissional responsável em elaborar projetos de Design), hoje tende a focar seu olhar e suas pesquisas para uma adequada finalização de seus projetos. Hoje o designer se preocupa em fazer da matéria prima utilizada, um material de trabalho inovador, que seja resistente e que não degrade o meio ambiente, pois o produto final ao ser fabricado, com o tempo se desgasta e perde sua função inicial, retornando a natureza em forma de lixo. Partindo deste ponto, o que faremos com os materiais como papel, plástico, vidro de embalagens, garrafas entre outros que já estão presentes no espaço e que não seguem estes preceitos? Uma solução imediata para este problema é reutilizar parte do lixo produzido (refugado) e criar novos produtos. Assim aumenta-se a vida funcional da matéria e retarda o seu retorno ao meio ambiente.

Reutilizar, além de trazer um ótimo benefício na redução de gastos não se perde a qualidade estética, pois todo produto ao ser elaborado pelo designer, passa por uma padronização projetual, seja em processo industrial ou até mesmo em manufatura, dando a estes produtos uma cara de produto novo que são simetricamente e igualmente confeccionados, sempre estabelecendo um padrão na qualidade na hora da confecção, sem contar com o requinte e o bom gosto que ja é nato deste profissional.

Sabendo dessa realidade que é fato, por que a Região Sul do Estado do Rio de Janeiro que é uma região dotada de um enorme acervo ecológico e que está intrinsecamente rodeada de uma vida urbana com empresas, comércios e indústrias não podem viver em harmonia e tornar uma região ecologicamente correta? Pode sim! É somente vestir a camisa da responsabilidade social existente em cada individuo e ao mesmo tempo ter um olhar diferente sobre as coisas que o nosso "mundinho" será assim, um exemplo e incentivo para o "mundão" lá fora.

A arte-design e o design-arte: O que é, o que é?

Por Valmir Perez

no início do século XX, quando da criação da Bauhaus[1], na Alemanha, esse tema gerava polêmica em vários círculos de debates, tanto acadêmicos quanto puramente artísticos. O que a Bauhaus trouxe à tona naquela época foram discussões em torno do valor artístico de uma obra projetada racionalmente e até que ponto as chamadas “artes aplicadas” poderiam reivindicar o status de “arte”, dentro do conceito clássico.

A mim, particularmente, essa discussão não tem sentido, pois acredito que a arte não pode ser encaixada dentro de parâmetros absolutamente rígidos. Foram esses mesmos preconceitos que levaram os impressionistas a serem espezinhados em suas primeiras tentativas de terem suas obras reconhecidas pelo público francês em finais do século XIX. Aqui no Brasil, anos depois, o movimento modernista sofreria quase os mesmos ataques, de uma elite e da população culta extremamente iludida com a visão clássica européia.

Se pesquisarmos com mais profundidade sobre o assunto, entenderemos que mesmo um projeto encomendado, seja ele de pintura, escultura, iluminação, etc., pode se tornar uma espetacular demonstração artística do espírito humano. Muitos artistas plásticos, designers e arquitetos deixaram suas marcas em murais, edifícios, e até mesmo em cidades inteiras, e nem por isso essas obras deixaram de ser consideradas grandes obras de arte. Olhando também através desse prisma, achar que a Capela Sistina de Michelangelo não é arte apenas porque foi projetada e encomendada pelo Papa é um absurdo. Da Vinci pintou a maioria de suas obras por encomenda e nem por isso se trata, como dizem muitos, apenas de design.

Outra discussão que permeava as atividades da Bauhaus era a de que essa escola procurava levar conceitos artísticos a produtos industrializados, ou seja, trazer beleza aos produtos fabricados em linhas de produção, o que para alguns até hoje é um absurdo. Mas essas mesmas pessoas acabam comprando gravuras de artistas que as fabricam em série, como nas fábricas. Com processos parecidos aos da indústria de objetos em série.

Sabemos, porém, que nem toda obra de um artista se transforma em obra de arte, assim como nem toda obra de design pode requerer esse status. Qual a diferença fundamental então entre uma obra artística e as outras? Esse assunto é um dos mais complexos e o que causa mais polêmicas. Isso acontece porque o que é considerado uma obra de arte em determinado momento histórico, em determinadas condições político-sociais, de cultura regional, nacional, etc., pode ser considerado até mesmo um insulto, ou uma provocação barata em outro momento. Para dar um exemplo, posso citar a exposição de “Arte Degenerada”, patrocinada pelo Partido Nacional Socialista Alemão, em 1937.

“Com o evento, os nazistas pretendiam desmoralizar a arte moderna e seus mais significativos nomes como Kandinsky, Klee e Picasso. Foram expostas 650 obras entre pinturas, gravuras e esculturas, selecionadas entre os mais de 5 mil trabalhos confiscados dos principais museus e galerias pelo Ministério da Propaganda de Hitler. A arte moderna estava sendo considerada perniciosa à “estética” partidária, “fruto da insanidade, imprudência, inépcia e completa degeneração”, como anunciava em seu discurso de inauguração o nazista Adolf Ziegler.”[2]

Assim, uma das formas de analisarmos e entendermos o que significa “arte” em nossa sociedade é também tentarmos compreender os mecanismos ocultos que se insinuam sorrateiramente nela e por ela.

Mas a arte não é fruto apenas desse “entendimento” racional de seu contexto em nossas vidas e sociedades, mas, e acima de tudo, a sensação de beleza, completude e harmonia que uma grande obra traz à tona e nos excita, nos hipnotiza e contagia. Isso também pode ser realizado pelo design, daí, a meu ver, a inócua discussão que existe entre artistas e designers para saber quem é o melhor, o mais capaz – quem realmente pode criar o que insistimos chamar apenas de “arte”.


Paula Dib e o "Design Social"

"O British Council, em parceria com a 100% Design Fair, ofereceu em 2006 uma oportunidade a um jovem designer empreendedor de concorrer ao Prêmio IYDEY – International Young Design Entrepeneurs 2006 e expor seu trabalho na edição 2007 da feira, além de receber um prêmio em dinheiro que deverá ser investido em um projeto que mantenha uma ligação com o Reino Unido.

A premiação IYDEY busca identificar uma nova geração de líderes no setor – jovens empreendedores, que trabalham nos setores de arquitetura, design de interiores e ambiental, design gráfico, design de produtos, mídia digital e interativa e design promocional, oferecendo apoio, ajudando a promovê-los, e criando um vínculo com o Reino Unido nesta fase importante da formação e desenvolvimento desses profissionais.

O processo de seleção incluiu três fases. Paula Dib venceu a duas primeiras etapas - nacionais - e viajou para Londres onde concorreu com representantes de outros países na etapa internacional. A seleção final e premiação aconteceram em setembro, durante a 100% Design Fair em Londres e Paula Dib venceu a etapa internacional também.

Sobre a vencedora

Paula Dib tem 29 anos e é graduada em Design Industrial pela FAAP Fundação Armando Alvares Penteado. Trabalha com design de produtos e se especializou em desenvolver projetos de artesanato com comunidades carentes em áreas rurais no Brasil. Sua empresa, Trans.forma, trabalha principalmente na área de consultoria de design sustentável, desenvolvendo trabalho com comunidades de artesãos e também desenvolvendo projetos nas áreas de design gráfico e de exposições.

Um dos projetos que considerados para sua indicação a este prêmio foi o Projeto Comunidade Produtiva. Paula Dib e Trans.forma trabalharam com uma das maiores empresas de papéis e celulose do Brasil, Industrias Suzano, para desenvolver design de artesanato e projetos de produção com comunidades que vivem próximas a plantações de eucalipto no sul da Bahia. O projeto mostrou às comunidades que resíduos de eucaliptos podem ser uma fonte de economia para eles através do desenvolvimento de produtos de baixo custo e técnicas que podiam ser adotadas pela comunidade. O sucesso do projeto teve repercussão e foi imitado em outras comunidades da Bahia e de São Paulo.

Depoimento de Paula Dib:

"Como designer social, meu trabalho tem se desenvolvido sempre em um contato direto com a população e a sociedade, através do direcionamento e capacitação de comunidades que executam trabalhos artesanais.
A realidade brasileira, de um ponto de vista mercadológico e social, se estruturou através de um modelo de desenvolvimento excludente.
De um lado, temos o Brasil emergente dos grandes centros urbanos, visando um desenvolvimento em moldes estrangeiros.
Do outro, o Brasil regional, muitas vezes sub-desenvolvido -ou sub-valorizado- com ricas expressões culturais e sociais.
Minha proposta é unir, através do Design, esses dois pólos sociais brasileiros, desenvolvendo produtos que gerem renda e auto-estima às comunidades artesanais, e que valorizem a cultura e as identidades regionais originais brasileiras.
Dentro deste contexto, receber este prêmio é um estímulo muito grande, pois chamará atenção da sociedade para esta nova vertente do design, abrindo novas oportunidades, fortalecendo essa atividade e possibilitando transformações efetivas. O resultando, será um beneficio coletivo".


fonte: http://www.britishcouncil.org/br/brasil-arts-design-architecture-fashion-iydey-award.htm

The folding table

Paper.Art Design Sustentável

TVE - Fibra Design Sustentável

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Faz um logo baratinho?

Cliente:
- Oi, eu queria um logo pra empresa que estou abrindo. Ouví dizer que sai por uns duzentinhos. Quanto você cobraria?

Designer:
- Depende. Para o que o senhor quer o logo?

Cliente:
- Ora essa, para usar nas coisas da minha empresa.

Designer:
- Coisas…?

Cliente:
- Cartões, notas, catálogos, website, uniformes, fachada, etc.

Designer:
- Entendo, mas para quê o senhor quer por um logo em tudo isso?

Cliente (já estressado):
- Ora, para todo mundo reconhecer minha empresa, para as pessoas verem esse logo e imediatamente saberem que é minha empresa, tipo a Nike ou a Coca-Cola.

Designer:
- Ué, mas o nome não é o suficiente? O senhor precisa gastar mais para ter um desenhinho no cartão e na fachada?

Cliente (possesso):
- Caramba, mas que diabo de designer é você? É lógico que precisa ter uma marca, um logo, uma imagem, que todo mundo vai lembrar e que vai me ajudar a vender mais. Que vou poder por apenas isso em um monte de lugares e vai ser o suficiente para se fazer um marketing viral e vou economizar muita grana em anúncio e propaganda. Que todo mundo vai olhar e lembrar dos meus produtos.

Designer:
- Então o senhor sabe muito bem o valor do que quer e do que está pedindo. Sabe que um logo bem feito não é só um desenhinho e que vai agregar valor a sua empresa e consequentemente aumento de vendas e faturamento. O senhor está adquirindo um produto tão importante quanto as suas máquinas e seus funcionários pois vai ser a cara, a identidade visual do seu negócio. O valor é R$ 10.000,00.

Moral da história: é importante que o cliente reconheça o valor e a importância do trabalho pedido, o que muitas vezes não
acontece.